Akcie společnosti Nintendo Co ve středu vystoupaly na rekordní výši a prodloužily tak svůj růst již pátý den v řadě, a to díky silné poptávce po nové konzoli Switch 2.
Náladu investorů zlepšily zprávy o silné poptávce spotřebitelů od uvedení konzole na trh 5. června.
Optimistický vývoj navazuje na zprávu, že Switch 2 se stal nejrychleji prodávaným domácím herním zařízením v historii společnosti, když se během prvních čtyř dnů prodalo přes 3,5 milionu kusů, čímž překonal všechny předchozí systémy Nintendo.
Akcie výrobce her vzrostly až o 7 % na 13 320 jenů a dosáhly tak své nejvyšší úrovně v historii.
O mercado cambial está paralisado, à espera do desfecho do principal impasse desta semana. Hoje expira o prazo do ultimato de Donald Trump ao Irã, e ficará claro se o atual conflito se transformará em uma nova onda de hostilidades ou se as partes chegarão a um acordo para um cessar-fogo temporário e se sentarão à mesa de negociações. O tempo é curto e, por isso, os operadores do par EUR/USD adotaram uma postura defensiva.
O par está sendo negociado em uma faixa estreita pelo segundo dia consecutivo, e os traders chegaram a ignorar uma divulgação macroeconômica relevante — o índice Institute for Supply Management — publicada ontem nos Estados Unidos. Tudo isso indica que a direção do EUR/USD agora depende essencialmente da geopolítica, mais especificamente dos próximos movimentos de Washington e da resposta de Teerã. Até o final do dia, ou o apetite por risco será retomado — o que daria suporte ao euro — ou o dólar voltará a se fortalecer, beneficiando-se de seu status de ativo de refúgio.
Embora restem apenas algumas horas até o fim do ultimato, ainda não está claro se as partes estão prontas para um compromisso. De acordo com o The New York Times, Teerã apresentou aos EUA um plano de acordo em 10 pontos, que inclui a suspensão total das sanções, a interrupção dos ataques e garantias de não agressão. Além disso, os iranianos exigem compensações para a reconstrução da infraestrutura danificada — ou seja, reparações.
Quanto ao Estreito de Ormuz, Teerã propôs seus próprios termos: o Irã desbloquearia a rota, mas sugere a cobrança de uma taxa de US$ 2 milhões por embarcação. Na prática, o estreito passaria a funcionar como uma via comercial tarifada, semelhante aos canais de Canal de Suez e do Canal do Panamá.
Vale destacar que Donald Trump não rejeitou de imediato as propostas do Irã — classificou-as como uma "oferta substancial", mas ainda "insuficiente". Suas declarações contraditórias dificultam avaliar com clareza as chances de um acordo. A incerteza persiste e, nesse contexto, qualquer decisão de trading no EUR/USD continua arriscada.
Se as partes chegarem a um cessar-fogo temporário, o par pode avançar rapidamente em direção à região de 1,16, impulsionado pela retomada do apetite por risco. Nesse cenário, os dados macroeconômicos voltarão ao centro das atenções — e a maioria deles tende a ser desfavorável ao dólar.
Vale lembrar que os números principais do NFP de março não impressionaram o mercado. Uma análise mais detalhada do relatório revela fragilidades estruturais. Por exemplo, a taxa de desemprego caiu formalmente de 4,4% para 4,3%. À primeira vista, o dado parece positivo; no entanto, não reflete necessariamente um aumento nas contratações — muitas pessoas simplesmente deixam de procurar emprego. A taxa de participação da força de trabalho recuou para 61,9%, sinalizando uma redução da oferta de mão de obra.
Além disso, a metodologia do Bureau of Labor Statistics considera como criação de empregos o retorno de trabalhadores após greves, o que pode distorcer os números. O desemprego de longo prazo — pessoas sem trabalho por mais de 27 semanas — aumentou em 322 mil no último ano. O crescimento do NFP em março (+178 mil) também foi influenciado por esse fator técnico, já que o retorno de grevistas (especialmente no setor de saúde) foi contabilizado como criação de empregos.
O índice ISM de serviços divulgado ontem também trouxe mais dúvidas do que respostas. Embora permaneça em território de expansão, desacelerou para 54,0 (ante 56,1). A composição do relatório aponta sinais negativos: o subíndice de emprego caiu 6,6 pontos (de 51,8 para 45,2), entrando em contração pela primeira vez em quatro meses. Entre os fatores estão a escassez de mão de obra qualificada e o congelamento das contratações diante da incerteza e dos custos elevados.
Além disso, o subíndice de atividade empresarial recuou para 53,9 (ante 59,9), o nível mais baixo desde setembro do ano passado. Os setores de varejo e saúde foram os mais afetados, já operando em contração. Ao mesmo tempo, o subíndice de preços pagos saltou de 63,0 para 70,7 — o maior nível desde outubro de 2022. Esse conjunto de dados aponta para o aumento dos riscos de estagflação.
Assim, um NFP fraco e um ISM de serviços misto pesam sobre o dólar, mas abrir posições de compras em EUR/USD neste momento continua sendo arriscado. A trajetória do par dependerá, sobretudo, da disposição dos EUA e do Irã em chegar a um acordo.
Se prevalecer um cenário de desescalada, o par tende a avançar para a região de 1,16. Por outro lado, se Trump cumprir suas ameaças, o dólar deverá voltar a ganhar força como ativo de refúgio, e o EUR/USD poderá recuar em direção à região de 1,14 — com suporte em 1,1440 (banda inferior de Bollinger no gráfico diário).
Diante de um cenário tão incerto, é recomendável adotar uma postura cautelosa e aguardar antes de tomar decisões no par.
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