Novos dados sobre o acordo entre os Estados Unidos e o Irã deram suporte aos ativos de risco ontem. Um memorando de entendimento entre Washington e Teerã foi divulgado pela imprensa, declarando a cessação imediata e definitiva das hostilidades e incluindo disposições para que os Estados Unidos suspendam o bloqueio naval. Esse documento, resultado de negociações longas e tensas, abre um novo capítulo nas relações entre as duas potências.
Os principais pontos do memorando são o compromisso dos Estados Unidos de suspender o bloqueio naval, que vinha restringindo significativamente o comércio e a movimentação de embarcações iranianas, bem como o levantamento das sanções impostas ao Irã. Essa decisão terá, sem dúvida, um impacto significativo sobre a economia iraniana, facilitando a retomada das relações comerciais normais e contribuindo para o desenvolvimento do país. Em contrapartida, o Irã comprometeu-se a adotar medidas para reduzir seu programa nuclear. No entanto, o documento ainda não foi assinado. Espera-se que as partes o assinem nesta sexta-feira, na Suíça.
Quanto aos dados de hoje, espera-se para a primeira metade do dia a divulgação do índice de preços ao consumidor (IPC) da zona do euro, bem como do núcleo do IPC. Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, também fará um discurso. Se o IPC superar as previsões, isso poderá impulsionar o euro, à medida que os mercados passem a precificar a possibilidade de um novo aperto da política monetária do BCE. Nesse cenário, o discurso de Lagarde será um evento importante. Seus comentários serão analisados cuidadosamente em busca de sinais sobre as futuras intenções do banco central, especialmente no que diz respeito à possibilidade de novos aumentos das taxas de juros.
No que se refere à libra esterlina, dados semelhantes serão divulgados hoje no Reino Unido. Se os números superarem as previsões dos economistas, a reunião de amanhã do Banco da Inglaterra poderá ocorrer em um contexto bastante complexo. Os dados de inflação são um indicador-chave para os bancos centrais na formulação da política monetária, e o Banco da Inglaterra não é exceção. Expectativas de inflação elevadas ou em aceleração podem levar o banco central a adotar uma postura monetária mais restritiva, com impacto significativo sobre o mercado cambial.
Os aumentos das taxas de juros geralmente fortalecem a moeda nacional, mas também podem desacelerar o crescimento econômico.
Se os dados estiverem em linha com as expectativas dos economistas, é aconselhável atuar com base na estratégia de Reversão à Média. Se os dados ficarem significativamente acima ou abaixo das expectativas, a estratégia Momentum será a opção mais adequada.



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